Vamos remover a espuma para enxergar a verdade?

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Mais uma semana com IBOV fazendo máximas. O que isso significa? Quem é o Ibovespa?

Vivemos em um Brasil polarizado e, não raras as vezes, discussões de redes sociais acabam com amizades de anos – infelizmente. Tenho amigos dos mais diversos espectros político-ideológicos e nunca deixei de conversar e trocar ideias com alguém por isso. Entretanto, não quer dizer que não tenha acontecido comigo! Certa vez li em uma postagem nas redes, após uma semana de queda forte na bolsa depois de um resultado de pesquisa eleitoral, que a então candidata e Presidente da República Dilma Rousseff se sobressaía nas pesquisas para a reeleição frente ao então candidato Aécio Neves. O comentário relatava a notícia da queda do mercado e a pessoa dizia algo assim: “Não sei de vcs, mas eu adoro quando o mercado vai mal, faz eu me sentir bem e saber que estamos no rumo certo!”. Na qualidade de “amigo”, escrevi que muitas vezes as pessoas não sabem o que é o “mercado” e o que significava a bolsa de valores, que, em resumo – a bolsa ir bem significava aumento de consumo, aumento de PIB, geração de impostos, crescimento, geração de renda e, em última análise e também como mais importante significado, geração de EMPREGOS! Não preciso dizer que fui excluído do rol de amigos desse “ex-amigo”.

Outra pergunta (retórica) frequente de políticos desse mesmo espectro quando questionam a importância dele e fazem menção ao “senhor mercado” como se ele significasse banqueiros e especuladores querendo usurpar capital e retirar direitos de trabalhadores é: “Quem é o mercado?” Eu respondo de forma muito cristalina. O mercado sou eu. O mercado é você que está lendo essas linhas. É o próprio trabalhador que desde o plano real conseguiu montar a sua casa com geladeira, micro-ondas, tv de led, smartphone, internet, que consome quando tem emprego, e que é o principal agente de geração de riqueza e de valor em uma sociedade como a nossa. O mercado é sim o setor financeiro, que propicia financiamento a projetos de novas empresas, novos produtos, geração de energia e saneamento, estradas, infraestrutura, etc. O mercado, senhor político retórico, somos todos nós, inclusive o senhor, quando compra seu carro importado e quando usa o nosso dinheiro para viajar, já que isso também é consumo!

Contei essas histórias somente para deixar bem claro o motivo de o Ibov estar subindo e fazendo constantes novas máximas. Estamos em uma nova fase no Brasil. Acabamos de conseguir fazer uma reforma estrutural muito importante. Semana passada tivemos a apresentação de mais uma série de medidas pelo Governo. Vou elencar algumas mais abaixo, mas gostaria de fazer um convite a pararmos um pouco e tentarmos tirar toda essa espuma para enxergarmos melhor o que realmente importa.

Vamos deixar de lado a polarização, os filhos do Presidente, a prisão de Lula, as provocações de Bolsonaro, eleições na Argentina e vamos olhar para o que faz diferença. Como eram resolvidas as crises no Brasil antigamente? Respondo. Com alta de juros e aumento de gasto do Governo. Acabavam os recursos do Governo e o que ele fazia? Aumentava juros para que o país conseguisse captar recursos e ter caixa novamente. Gastava cada vez mais com juros da dívida e a bola de neve só aumentava. FHC teve que fazer isso, sim.

E hoje? Como está sendo resolvida a crise? Isso!!! Com QUEDA de juros e com redução de gastos do Governo!!! Não é lindo isso? Risco do país nas mínimas e o BC conseguindo baixar juros tornando o que mais atrativo? Sim, ele mesmo, o mercado (não esqueça quem ele é – empregos!!). Isso é inédito por estas bandas e é isso que está fazendo o Brasil ter a chance de não ter apenas mais um voo de galinha. Isso é estrutural.

Quanto às medidas, o Ministro Guedes enviou seis conjuntos. 1. PEC Mais Brasil, novo pacto federativo, com redistribuição dos recursos do pré-sal, criação de um Conselho Fiscal, com presidentes da República, Câmara, Senado, TCU e STF. 2. PEC da emergência fiscal, fornecerá instrumentos para o governo federal, estados e municípios enfrentarem desafios fiscais. 3. PEC dos fundos, revê 281 fundos e pode usar recursos acumulados e não gastos para abater a dívida pública. Guedes falou em criar dois grandes fundos, um para infraestrutura e outro de erradicação da pobreza. 4. PEC da Reforma administrativa, mudar regras para servidores, especialmente os que serão contratados após a aprovação da medida. 5. Projeto de lei ‘Fast track’ de privatizações, será enviado à Câmara com objetivo de acelerar as privatizações. Já as grandes estatais devem ficar para um segundo mandato. 6. Reforma tributária, a proposta do governo é o IVA dual, que primeiro uniria PIS, Cofins, IPI e poderia acoplar estados e municípios.

É isso. Acho importante pararmos para pensar nos motivos que estão levando o país para este caminho, para assim entendermos se ele pode ser duradouro ou não.
 
Abraço,
Prof. Aderson Gegler, PhD

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