COE – Certificado de Operações Estruturadas

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Acesso simultâneo ao mercado de renda fixa e variável de forma inovadora.

Por Iuri Silva da Silva, em 30 de março de 2016.

O COE (Certificado de Operações Estruturadas) foi criado em 2010 e regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional em 2013. É um instrumento de captação dos bancos, composto por uma parte de renda fixa e outra de renda variável em um único certificado, semelhante às Notas Estruturadas, populares na Europa e nos Estados Unidos.

Como Funciona?

Para criar um COE, o banco emite um título de crédito e combina com estratégias de derivativos, a partir daí delineia cenários de ganho e perda seguindo um determinado ativo ou índice, nacional ou internacional. Importante ressaltar que o título de crédito não conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Apesar de possuir uma parte de renda fixa e outra de renda variável, o COE é um único ativo, com tributação única, liquidado e custodiado pela CETIP (Central de Custódia e Liquidação de Títulos).

O COE pode ser emitido em duas modalidades:

Valor Nominal Protegido – Garante o valor investido inicialmente.

Valor Nominal em Risco – quando á possibilidade de perda até o limite do valor investido.

Assista ao vídeo disponibilizado pela CETIP, ajudará no entendimento do COE e apresentará um exemplo de estrutura.

Riscos

Risco de Crédito do emissor:

O recebimento dos pagamentos dos certificados está sujeito ao risco de crédito do emissor, como mencionado anteriormente, não conta com a proteção do FGC.

Resgate Antecipado:

Há a possibilidade, mas está sujeito à marcação a mercado, portanto sem a garantia do principal investido.

Documentos Essenciais

-Termo de Ciência de Risco: assinado uma única vez pelo investidor, dando ciência dos riscos do COE.

-DIE (Documento de Informações Essenciais): documento com explicações sobre o funcionamento, fluxo de pagamentos e riscos do COE.

-Suitability: a Resolução CMN 4.263 disciplina a emissão de COEs e reforça de que devem ser fornecidos investimentos conforme o perfil do investidor.

A tributação do COE segue a tabela regressiva de IR, a mesma utilizada para os fundos de investimentos de longo prazo e títulos de renda fixa tributados.

Veja as alíquotas abaixo:

aliquota-ir

Benefícios para o Investidor.

Flexibilidade

Possibilidade de customização, respeitando os requisitos mínimos exigidos pelo emissor.

Custos

São menores comparado a investir nos ativos/derivativos separadamente.

Acompanhamento

Aparece um único ativo na conta investimento.

Tributação

A tributação é única independente de quantos ativos existam dentro da estrutura.

Internacionalização

Internacionalizar seus Investimentos sem precisar enviar recursos ao exterior.

Diversificação

Diversifique e acesse novos mercados em um único ativo

O COE é uma ótima alternativa para trabalhar o percentual de renda variável da carteira, pois oferece risco x retorno conhecidos e muitos contam com o capital protegido.

Entre em contato com a gente, sem compromisso, adoramos uma boa conversa.

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